Francisco Xavier

Francisco Xavier Barroso é natural da cidade de Senador Modestino Gonçalves e servidor do Instituto Estadual de Florestas - IEF.

Mais conhecido como seu Chico, iniciou sua carreira no Estado em 1994 e tem uma história de 23 anos de muita dedicação e empenho à Instituição. Por 9 anos, trabalhou nos Parques Estaduais do Biribiri e do Pico do Itambé, além de atuar na área da fiscalização. Exerceu suas atividades na Rebio de Mata dos Ausentes e Parque Estadual do Itambé.

Em 2003, foi nomeado como Secretário de Escritório Regional para trabalhar na Reserva Biológica de Acauã. Em 2008, foi para o Centro Operacional de Florestas, Pesca e Biodiversidade do Serro. Em 2011, esteve no núcleo de Florestas e Biodiversidade. Estava lotado recentemente no Horto de Gouveia.

Hoje, aos 63 anos, com um sorriso no rosto ele conta suas histórias como servidor.

Tudo que fiz pelo IEF foi com muito amor e dedicação, não me interessava o dinheiro, mas sim meu amor pelos bichos e pela mata”, conta Francisco Xavier. Trabalhando para a instituição descobri o que é meio ambiente e sua importância, completa.

O reconhecimento pelos anos de trabalho de Francisco Xavier Barroso deve-se a todo empenho, carinho e significativa contribuição ao IEF,  a melhorias da qualidade ambiental, além do respeito e admiração pelos colegas.

Para conhecermos um pouco da história de seu Chico, compartilhamos relatos de alguns colegas de trabalho. 

Segundo o diretor-geral do IEF, João Paulo Sarmento, a homenagem é uma forma de mostrar ao Francisco a importância da sua dedicação depositada ao IEF.

O que temos de seguro hoje é graças aos servidores do IEF, que nos ajudaram a construir cada parte dessa instituição e o seu Chico é a prova de toda essa dedicação, afirma.

Leiam os depoimentos das pessoas presentes nesta etapa importante da vida do Sr. Francisco ou como os próprios colegas de trabalho carinhosamente o chamavam: nosso querido "Chico de Sinhá"guerreiro Chico ou simplesmente seu Chico.

 Conheça a história e a trajetória de seu Chico pelo IEF!


Depoimento 1
Francisco Xavier Barroso
Nosso amigo Chico de Sinhá 
 
Foi líder sindical em Senador Modestino Gonçalves, mas quando conheci Chico de Sinhá, estava em defesa da Mata dos Ausentes (Estação Ecológica Mata dos Ausentes - EEMA) contra os invasores e grilheiros de terras. Ficou durante muito tempo à frente da Mata, sendo contratado pela Prefeitura local e como servidor municipal, até fazer parte do  quadro de servidores do Instituto Estadual de Florestas do Estado de Minas Gerais - IEF/MG.
 
Chico morava na Zona Rural com sua mãe Dona Sinhá, cadeirante, há uns dez quilômetros da Mata e, além dos cuidados diários com a mãe, não deixava de ir  a Mata dos Ausentes, sempre a pé ou montado na sua mulinha. Quando estava em casa, qualquer fumaça que via, para os lados da Mata, saia correndo, indo para lá.
 
As suas batalhas e confrontos contra invasores podem ser testemunhados pelo nosso colega José Roberto Mendes de Oliveira, hoje, gerente do Parque Estadual do Brigadeiro, que  contribuiu muito para a defesa da Mata, juntamente com o Chico.
 
Quando criado o Parque Estadual do Rio Preto - PERP, em 1994, passei então  a conhecer, mais de perto, o Chico de Sinhá, pois estabelecemos uma grande parceria entre as duas UCs. O trabalho das duas UCs, PERP e EEMA, passou a ser integrado, inclusive no nosso Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais - PPCIF. Desse trabalho, que perdurou por muito tempo, nasceu e cresceu a nossa amizade, da qual  tenho muito orgulho.
 
Ambientalista nato, Chico não media esforços para defender a mata dos Ausentes em todos os sentidos, se esquecia algumas vezes, até de se alimentar. Às vezes, eu chegava a Mata dos Ausentes para ajudá-lo nos combates aos incêndios florestais, já tarde da noite e lá estava Chico cercando um fogo para que não chegasse até a Estação Ecológica. Posso dizer que, se hoje existe a Mata dos Ausentes é graças a valentia e garra do Chico, pois nunca mediu esforços para nenhuma das suas ações, por todos esses anos, dentro do IEF. Sendo sempre amigo e companheiro de todos, por onde passou. Não tinha nada que ele rejeitasse fazer e, muito menos, não tentar resolver o problema; encarava toda tarefa como um desafio.
 
É muito fácil falar do Chico, isto pode ser confirmado, pois, por onde passou, todos os colegas têm coisas boas para falar dele. Pessoa exemplar, que carrega todos os adjetivos do bem e que deveria servir de exemplo para todo servidor público.
 
Por questões políticas, foi remanejado da Mata do Ausentes, sendo acolhido por mim e pelo Parque Estadual do Rio Preto, onde permaneceu por um determinado tempo.
 
Com a experiência adquirida, virou uma espécie de Coringa e passou pelas gerências de várias UCs da nossa regional, assim como, Parque Estadual do Biribiri, Parque Estadual do Itambé, Parque Estadual da Serra Negra, de onde veio para a sede da Regional do IEF em Diamantina. Realmente era um pessoa versátil no seu serviço, pois além das atividades de fomento da regional, sempre fazia de tudo.
 
Antônio Augusto Tonhão de Almeida
Gerente do Parque Estadual do Rio Preto
Instituto Estadual de Florestas - IEF

Depoimento 2

O que em princípio tenho para falar sobre o colega Francisco Xavier Barroso e sem quaisquer elogios não merecidos é o seguinte: quando em fevereiro de 2003 cheguei a Diamantina, como Supervisor Regional, encontrei uma situação real de sério conflito entre o IEF e um dos vizinhos da UC Mata dos Ausentes, sendo que pelo IEF, a pessoa que tomou a frente, assumiu o compromisso de defender, se preciso, com todas suas forças tal área protegida, foi o colega Francisco Xavier Barroso, conhecido como Chico de Sinhá, que na época respondia pela gerência daquela unidade, pessoa que por seu amor à causa chegava a colocar em risco inclusive sua integridade física, adquirindo por isso na região um grande respeito não só dos colegas, mas de todas as pessoas. E o que dizer quando o fogo aparecia no entorno ou dentro da unidade? Era sempre ele o primeiro a tomar as providências para o combate.

 

No decorrer dos 4 anos e três meses que permaneci no Escritório Regional Alto Jequitinhonha, época de efetiva implantação de várias unidades de conservação, como a citada Mata dos Ausentes, Parque Estadual do Biribiri, Parque Estadual do Pico do Itambé, com todas as dificuldades decorrentes de tais implantações, nosso colega, como o Coringa que sempre foi, muito nos ajudou em todas elas, assumindo a gerência de cada uma delas em seus períodos mais difíceis e conturbados.

 
O reconhecimento e a admiração que tenho por sua pessoa, aquele matuto mineiro, com jeitão simples, mas de uma garra e coração sem tamanho, deve ser estendido a todos os colegas do IEF, por ser ele um modelo a ser seguido, de amor e ação à causa ambiental. Tenho muito orgulho de ter convivido com o nosso Chico, pois ele é "o cara" e talvez sem seu trabalho não tivéssemos atualmente nossas unidades do Alto Jequitinhonha tão firmemente implantadas como se encontram. Aprendi muito com ele, portanto, nosso Chico faz jus a todas as honras e glórias que os grandes merecem, pois sempre colocou o coração e a paixão na defesa do meio ambiente, notadamente na defesa da implantação de várias unidades de conservação do Alto Jequitinhonha, assumindo para si muitas vezes riscos reais à sua integridade física.
 
Parabéns ao nosso amigo "Chico de Sinhá" por tudo o que ele representa para o nosso IEF. 
 
Sílvio De Castro Fonseca
Escritório Regional Centro Norte - Analista Ambiental
Instituto Estadual de Florestas - IEF 

Depoimento 3

Conheci o Sr. Chico (Francisco Barroso) há muitos anos atrás então na Reserva Biológica de Mata dos Ausentes, no Vale do Jequitinhonha, região que onde imperava os desmandos e arbitrariedades em que a força e poder político prevalecia  sobre os interesses coletivos; não sendo o meio ambiente prioridade e considerado qualidade de vida para muitos ou quase todos. Nessa época, a unidade foi invadida e picadas foram abertas no sentido de implantar um loteamento. Não fosse o seu Chico, sozinho e recebendo ameaças constantes, esta unidade de conservação não existiria hoje ou com certeza não teria significância ambiental devido a sua destruição, desmate e descaracterização de sua fauna, flora e biodiversidade.

 

 Homem simples, de poucas palavras, tinha o meio ambiente como prioridade, sacrificando a própria família pelos seus ideais, embora tenha sempre recebido seu apoio. Podemos dizer que é um "Cabra Valente", que tem o IEF no sangue até os dias de hoje, um exemplo para nós gerentes de unidades de conservação.

 
Marcus Vinicius de Freitas
Parque Estadual da Serra do Rola Moça - Gerente
Instituto Estadual de Florestas - IEF